Primeira configuração

Este sistema guarda os dados no computador de vocês. Nada é enviado para fora do colégio.

Fica registrado como responsável em todo atendimento que você criar.

Onde guardar os dados

Arquivo no OneDrive recomendado

Escolha um arquivo .json dentro da pasta do OneDrive do colégio. O sistema grava nele a cada alteração, e o OneDrive sincroniza entre as máquinas do RH.

Só neste navegador

Os dados ficam guardados no navegador desta máquina. Funciona sempre, mas não sincroniza — e some se alguém limpar os dados do navegador. Use os botões de backup em Configurações.

Este navegador não permite gravar direto em arquivo. Abra o sistema no Microsoft Edge ou no Google Chrome para usar o arquivo do OneDrive. Por enquanto, só a opção "neste navegador" está disponível — e o backup manual fica essencial.

Colégio Nossa Senhora das Neves
NSN
Histórico de Atendimento Neves
Colégio Nossa Senhora das Neves · —
🔒 Dados locais

Painel

—

Pendências — ciência não registrada
Encaminhamentos em aberto
Últimos atendimentos
Registros que passaram do prazo de guarda

Atendimentos

—

Validação

Registros enviados pela coordenação, aguardando a gestão do RH. Enquanto não forem validados, não entram no histórico oficial do colaborador.

Colaboradores

—

Configurações

Identidade, matriz de categorias e backup dos dados.

Quem está usando este computador

Define quem consta como atendente nos registros criados nesta máquina e quais telas ficam disponíveis. A escolha vale só neste computador.
Operadores e perfis de acesso

Isto organiza o trabalho, não protege o arquivo. O sistema não tem senha: quem abrir o arquivo de dados, ou trocar o operador nesta tela, vê tudo. Os perfis evitam engano no uso diário — a proteção real continua sendo a permissão da pasta no OneDrive.

Assistente de IA — opcional

Ligado, o sistema envia o documento e traz a transcrição sozinho. Desligado, ele monta o pedido e você cola na IA.
Fica no navegador deste computador. Nunca entra no arquivo compartilhado.

Ligar isso manda o documento para fora do colégio. É um novo tratamento de dados: precisa de base legal, deve constar no aviso de privacidade dos colaboradores e ser validado com o jurídico — principalmente em atendimentos de saúde, denúncia ou assédio. A chave de API é uma credencial: use uma com limite de gasto e não a compartilhe.

Versão do sistema

Depois de publicar uma atualização, confira aqui se o que está no ar é o que você acabou de enviar.

Quem usa o sistema

A pessoa também precisa ter conta no portal com perfil Coordenação. Aqui você libera o uso deste sistema; lá ela ganha a conta.

Identidade e acesso

Este sistema não tem cadastro de usuários. Quem entra, e com qual perfil, é definido no Portal Sistemas Neves — inclusive o acesso a este sistema. Retirar o acesso de alguém lá o corta aqui em seguida.

Para dar acesso a uma coordenadora: no portal, em Administração → Usuários, crie a conta com perfil Coordenação e marque este sistema no cadeado da linha dela.

Perfis de acesso

O perfil de cada pessoa vem do Portal Sistemas Neves. Aqui você define apenas quem, dentro do RH, tem a atribuição de validar — porque isso é regra deste sistema, não cargo do colégio.

Prazo de guarda e direitos do titular

Entrega tudo o que o colégio guarda sobre a pessoa, incluindo quem acessou a ficha dela. O pedido fica registrado na trilha.

Backup automático nesta máquina

O backup sai do servidor já criptografado: esta máquina guarda a cópia mas não consegue lê-la. Para restaurar é preciso a chave, que fica fora daqui.

Armazenamento e backup

Baixe um backup toda semana. Importar substitui todos os dados atuais.
Matriz de categorias

Estes valores precisam do aval do jurídico. Os prazos de guarda partem da prescrição trabalhista de cinco anos e são sugestão, não definição. Alterar aqui muda o cálculo do expurgo apenas nos novos registros.

Auditoria de acesso

O que fica registrado: quem abriu cada ficha, quem gerou documento, quem exportou dados e toda criação, alteração ou exclusão. Consultas repetidas do mesmo registro pela mesma pessoa em menos de 10 minutos contam uma vez.

Limpar dados de teste

Use depois de treinar a equipe, para começar a valer com a base limpa. Colégio, operadores e matriz de categorias são preservados.

Limites honestos deste sistema. Ele não tem senha: quem abrir o arquivo vê tudo, e os perfis desta tela podem ser trocados por qualquer um. Proteja pela permissão da pasta no OneDrive/SharePoint. O campo "atendente" é declarado, não autenticado — o histórico registra o nome informado, não uma identidade verificada.

Para uso com dados reais de colaboradores, restrinja a pasta às pessoas autorizadas na política de atendimento e mantenha o backup semanal fora da mesma pasta.

Manual do Sistema — Histórico de Atendimento

Guia para operar o sistema no dia a dia. Clique num tópico para ir direto.

Sumário

  1. Visão geral
  2. Onde ficam os dados e como salvar
  3. Backup e restauração
  4. Cadastrar colaboradores
  5. Registrar um atendimento
  6. Como escrever o relato
  7. Ditado por voz
  8. Gravar a conversa com o Office
  9. Ciência do colaborador: os três níveis
  10. Imprimir, e-mail, termo e recusa
  11. Importar atendimentos antigos
  12. Revisar o texto com IA
  13. Painel e pendências
  14. Configurações, operadores e perfis
  15. Limites e cuidados
  16. Dúvidas frequentes

1. Visão geral

O sistema registra os atendimentos do RH aos colaboradores — acolhimento, orientação, feedback, conflito, disciplinar, denúncia e desligamento — e guarda tudo na ficha da pessoa.

Não há gravação de áudio. O registro é escrito pelo atendente e o que dá força a ele é a ciência do colaborador: um e-mail de resumo nos casos mais leves, um termo assinado nos casos graves. O sistema gera esses documentos já preenchidos.

Tudo funciona no computador de vocês. Nenhum dado é enviado para fora do colégio.

2. Onde ficam os dados e como salvar

O sistema salva sozinho, a cada alteração — não existe botão "Salvar". O indicador no topo da tela mostra a situação: Salvo 14:32, Salvando… ou um aviso se algo deu errado.

Existem dois lugares onde os dados podem ficar. Você escolhe na primeira vez que abre o sistema:

Opção A — Arquivo no OneDrive recomendada

Todos os registros ficam em um único arquivo chamado atendimentos-rh.json, dentro da pasta do OneDrive. Como o OneDrive sincroniza, a equipe inteira do RH enxerga os mesmos dados.

  1. Clique em "Criar arquivo de dados" na tela de primeira configuração.
  2. Escolha a pasta do OneDrive compartilhada com o RH e confirme o nome atendimentos-rh.json.
  3. Pronto. Daí em diante o sistema grava nesse arquivo automaticamente.
A cada vez que abrir o sistema, o navegador vai pedir uma confirmação para reabrir o arquivo. É uma proteção dele, não um erro — clique em "Reabrir e continuar".
Se o botão "Criar arquivo de dados" não abrir a janela de salvar, o navegador está bloqueando a gravação por causa da forma como a página foi aberta. Feche e use o atalho Abrir Sistema.bat, que está na mesma pasta. Mantenha a janela preta aberta enquanto trabalha.

Opção B — Só neste navegador

Os dados ficam guardados apenas naquela máquina e naquele navegador. Funciona sempre, mas não sincroniza com ninguém e some se alguém limpar os dados de navegação.

Nesse modo o backup semanal é obrigatório. Sem ele, uma limpeza de navegador apaga todo o histórico sem possibilidade de recuperação.

Dá para começar assim para testar e depois migrar: vá em Configurações → Vincular arquivo. Os registros já criados vão junto.

3. Backup e restauração

Em Configurações → Baixar backup o sistema gera um arquivo com a data no nome, por exemplo backup-atendimentos-2026-09-01.json.

  • Faça um backup por semana. Leva cinco segundos.
  • Guarde fora da pasta do sistema — em outra pasta do OneDrive ou num pendrive. Backup na mesma pasta não protege contra apagar a pasta.
  • Para restaurar, use Configurações → Importar backup.
Importar substitui tudo. O sistema pede confirmação e mostra quantos atendimentos serão descartados. Use apenas para restaurar de verdade, nunca para "juntar" dois arquivos.

4. Cadastrar colaboradores

É preciso ter ao menos um colaborador cadastrado antes de registrar o primeiro atendimento.

Um de cada vez: aba Colaboradores → Novo colaborador. Só o nome é obrigatório, mas a matrícula é o que liga a pessoa à folha de pagamento — vale preencher.

Vários de uma vez: aba Colaboradores → Importar planilha. Aceita arquivos .xlsx do Excel e .csv, sem precisar converter nada.

  1. Não tem a planilha pronta? Clique em "Baixar modelo" para gerar um arquivo de exemplo já no formato certo.
  2. A primeira linha precisa ter os títulos das colunas. O sistema reconhece variações: "Matrícula", "Registro" ou "Chapa" valem a mesma coisa; acento e maiúscula não importam.
  3. Confira a prévia. Antes de gravar, o sistema mostra quantos serão criados, quantos atualizados e quantas linhas foram puladas.
  4. Confirme. Nada é gravado até você clicar em "Importar".

Colunas que o sistema não usa (e-mail, telefone, data de admissão) são ignoradas — ele avisa quais foram.

Importar de novo não duplica ninguém. Quem já existe é reconhecido pela matrícula (ou pelo nome, se não houver matrícula) e apenas atualizado: só os campos preenchidos na planilha são sobrescritos, e o histórico de atendimentos da pessoa é preservado. Dá para importar a planilha atualizada do DP todo mês sem medo.

5. Registrar um atendimento

Clique em Novo atendimento, no Painel ou na aba Atendimentos.

  1. Número, data, hora e atendente já vêm preenchidos. A data fica travada depois de salvar — por isso registre no mesmo dia.
  2. Escolha o colaborador e a categoria. Ao escolher a categoria, aparece uma faixa azul com as regras que se aplicam: qual nível de ciência, se precisa testemunha, quem pode acessar e por quantos anos o registro será guardado.
  3. Preencha o motivo e a orientação do RH. São obrigatórios. Nas categorias de nível 3, a versão do colaborador também é — o sistema não deixa salvar sem ela.
  4. Adicione os encaminhamentos com responsável e prazo. Sem esses dois, o encaminhamento não aparece no controle de pendências.
  5. Registre a ciência e salve.
Por que a versão do colaborador é obrigatória nos casos graves: é ela que demonstra que a pessoa teve oportunidade de apresentar a própria versão. Um registro disciplinar sem isso perde força se for questionado depois.

O campo Sigilo deve ser marcado como Sensível sempre que a conversa tocar saúde, filiação sindical, crença, opinião política ou vida privada. Esses assuntos têm proteção reforçada na LGPD.

6. Como escrever o relato

Sem áudio, o texto é a única versão do que aconteceu. A regra é uma só: registre o que uma câmera teria captado — comportamento observável e fala reproduzida entre aspas. Nunca a sua leitura do que a pessoa sentia ou pretendia.

Assim nãoAssim sim
"O colaborador estava agressivo, na defensiva e claramente desmotivado com a equipe." "O colaborador elevou o tom de voz e disse: eu não vou mais fazer esse horário. Pedi que retomássemos a conversa em outro tom; ele permaneceu na sala e seguiu o atendimento."

A da esquerda é opinião e pode ser contestada inteira. A da direita é fato, e sustenta sozinha uma medida posterior.

Quatro hábitos que valem por um manual:

  • Fala citada entre aspas; o resto em terceira pessoa.
  • Separe os lados: o que o colaborador disse vai num campo, o que o RH informou vai em outro.
  • Registre a versão dele mesmo quando você discorda.
  • Nada de diagnóstico. "Parece depressão", "está desmotivado", "tem problema em casa" não entram — além de subjetivo, cria dado sensível de saúde onde não precisava haver.

7. Ditado por voz

Em vez de digitar o relato, você pode falar. Clique dentro do campo de texto e pressione Windows + H. Fale normalmente e depois revise o texto.

Uma pessoa digita cerca de 40 palavras por minuto; falando, passa de 130. Um relato de 300 palavras cai de uns 8 minutos para menos de 3, já com a revisão.

Ditar não é gravar. Nenhum arquivo de áudio é criado nem guardado. O que você dita é o seu relato depois da conversa, não o diálogo com o colaborador. A fala trafega até o serviço de reconhecimento da Microsoft para virar texto e o colégio não retém nada — mas, por isso mesmo, dite apenas o que vai constar no registro.

No Windows 10 o atalho é Windows + Ctrl + S. Nos dois casos é preciso estar conectado à internet.

8. Gravar a conversa com o Office

A regra do sistema é registrar por escrito, sem áudio. Mas há casos em que a gravação se justifica — uma apuração de assédio, uma denúncia grave, um acordo que precisa ficar documentado palavra por palavra.

Onde fica o botão: registre o atendimento normalmente, abra-o na lista e clique em Gravar reunião, no topo da ficha. Ele traz o passo a passo completo: emitir o termo, abrir o Teams ou o Word, e registrar onde o arquivo ficou guardado.

O sistema não grava sozinho. Ele é um arquivo local: a gravação é feita no Teams ou no Word, e o sistema guia o processo, emite o termo e guarda o registro de que houve áudio e de onde ele está. No formulário também existe o bloco Gravação em áudio — excepcional, com os mesmos campos, para quem prefere preencher direto.

Gravação é exceção, não rotina. Colaborador que sabe que está sendo gravado fala menos, e um acervo de áudios do RH é um passivo de LGPD. Grave apenas quando a prova em áudio for realmente necessária — nunca em acolhimento ou escuta.

Antes de gravar

  1. Registre o atendimento normalmente e salve.
  2. Abra o atendimento na lista e clique em "Gravar reunião".
  3. Gere e imprima o termo pelo botão do passo 1 do painel.
  4. Colha a assinatura antes de ligar o gravador. O sistema não deixa salvar os dados da gravação sem essa confirmação marcada.

Como gravar com o Microsoft 365

  • Reunião do Teams recomendado — funciona mesmo no atendimento presencial: abra uma reunião do Teams num notebook na sala e ative Gravar e Transcrever. O Teams transcreve em português do Brasil e o arquivo vai direto para o SharePoint, já sob a permissão da pasta.
  • Word na web — Transcrever — grave com o Gravador de Voz do Windows e depois abra o Word na web em Início → Ditar → Transcrever → Carregar áudio. O recurso já vem incluído na assinatura do Microsoft 365, separa os interlocutores e permite até 300 minutos de áudio enviado por mês, por usuário.
Onde guardar o arquivo: numa pasta do SharePoint com acesso restrito — nunca no OneDrive pessoal de quem atendeu. Cole o link no campo "Onde está o arquivo".

Depois de gravar

A transcrição automática é rascunho, nunca o registro oficial. Ela erra nomes próprios, siglas do colégio e trechos com duas pessoas falando junto. Quem atendeu lê, corrige e escreve o relato nos campos do atendimento — só então marque a transcrição como "Revisada e validada".

O áudio tem o mesmo prazo de guarda do registro e deve ser eliminado junto com ele. Guardar gravação por tempo indeterminado "por segurança" é o oposto de segurança.

9. Ciência do colaborador: os três níveis

A categoria do atendimento define o nível. Você não decide na hora — a matriz decide.

NívelCategoriasO que fazer
Nível 1Acolhimento / escutaNada. Registro interno, breve, só para acompanhamento.
Nível 2Orientação, feedback, solicitaçãoEnviar o e-mail de resumo no mesmo dia. O próprio e-mail é a prova.
Nível 3Conflito, disciplinar, denúncia, desligamentoImprimir o termo e colher assinatura, com espaço para ressalva.

Se o colaborador se recusar a assinar, isso não invalida a medida. Marque a ciência como Recusa registrada, preencha as testemunhas e gere o documento de recusa.

Cuidado com a testemunha: ela atesta apenas que o documento foi apresentado e que houve recusa — nunca o fato original, se não o presenciou. Testemunha assinando o que não viu enfraquece o conjunto inteiro.

10. Imprimir para assinatura, e-mail, termo e recusa

Imprimir para assinatura está disponível em qualquer atendimento, seja qual for a categoria. Gera uma folha pronta, com o timbre do colégio, todos os dados do registro, campo de ressalva e as linhas de assinatura — é só imprimir e colher a assinatura, sem passar pelo Word.

Nas categorias de nível 3 a folha sai como Termo de Ciência, com a declaração completa, a frase de que assinar não implica concordância e as linhas de testemunha. Nas demais, sai como Registro de Atendimento, com uma declaração de ciência simples.

Se o logo não aparecer na impressão: confirme que o arquivo logo.png está na mesma pasta do sistema. Sem ele a folha sai só com o nome do colégio, o que também é válido.

Abra o atendimento na lista. Os botões aparecem no topo, conforme o nível da categoria:

  • Gerar e-mail de ciência — nível 2. Copie e cole no Outlook.
  • Gerar termo — nível 3. Cole no Word com o timbre do colégio antes de imprimir.
  • Gerar recusa — aparece quando a ciência está marcada como recusa.

Os textos já vêm preenchidos com os dados do atendimento: nome, matrícula, cargo, data, o que foi tratado, os encaminhamentos e o prazo de guarda. Use Copiar texto ou Imprimir.

Envie o e-mail no mesmo dia e depois marque a ciência como "Cópia por e-mail". E-mail enviado três semanas depois tem data certa do e-mail, não do fato.
Os modelos são minutas. Precisam do aval do jurídico do colégio antes do uso com dados reais — em especial a declaração de ciência do termo, os prazos de guarda e a base legal de cada categoria.

11. Importar atendimentos antigos

Atendimentos registrados antes do sistema, no modelo Relatório de Atendimento / Colaborador, podem ser trazidos para dentro. Vá em Atendimentos → Importar documentos e selecione um ou vários arquivos de uma vez.

O sistema aceita .docx e PDF com texto. Ele lê o conteúdo e tenta preencher sozinho o colaborador (comparando com a base cadastrada), a data, a categoria, o motivo, a ata, os encaminhamentos e os profissionais presentes.

Nada é gravado automaticamente. Aparece uma fila com os documentos lidos e o que foi detectado em cada um. Você abre um por vez, confere, completa o que faltar e salva. O texto extraído fica visível no formulário e é guardado no registro, junto com o nome do arquivo original.

Documento com mais de um colaborador? O modelo permite vários nomes. Como o objetivo é a ficha individual, cada pessoa precisa do próprio registro — ao salvar o primeiro, o sistema pergunta se quer criar o seguinte com o mesmo conteúdo, mudando só a pessoa.

Documentos manuscritos ou digitalizados

Formulário preenchido à mão e fotografado não tem texto para o sistema ler — e OCR comum erra muito em letra cursiva. Esses arquivos entram na fila marcados como Manuscrito, com o botão Transcrever com IA.

  1. Copie o pedido de transcrição pelo botão do painel.
  2. Abra o Claude ou o Gemini, anexe a foto e cole o pedido. Os dois leem manuscrito razoavelmente bem.
  3. Cole a resposta de volta. O sistema separa os campos e abre o formulário preenchido para você conferir.
O pedido manda a IA escrever [ilegível] onde não conseguir ler, em vez de adivinhar. Confira esses trechos olhando o papel antes de salvar.

Envio automático (opcional)

Em Configurações → Assistente de IA dá para cadastrar uma chave de API do Claude ou do Gemini. Com ela, o botão Transcrever automaticamente envia o documento e traz a transcrição sozinho — sem copiar, colar nem anexar.

A chave fica guardada só no navegador daquela máquina e nunca entra no arquivo de dados compartilhado. Use o botão Testar conexão depois de cadastrar. Se falhar, o caminho manual continua disponível no mesmo painel.

Ligar o envio automático facilita mandar sem pensar. Cada transcrição envia o documento inteiro para fora do colégio e consome créditos pagos. Mantenha desligado até o jurídico aprovar, e use uma chave com limite de gasto.
Isto envia o documento para fora do colégio — vale a mesma regra da revisão com IA: precisa estar previsto na política e no aviso de privacidade. O .doc antigo também não funciona: abra no Word e salve como .docx.

12. Revisar o texto com IA

Depois de escrever o registro, você pode pedir a uma IA que corrija a redação e gere um resumo em tópicos da conversa.

O botão fica em dois lugares: dentro do formulário, no cabeçalho do bloco Conteúdo — para corrigir antes de salvar; e no topo da ficha de um atendimento já salvo, ao lado de Editar.

O sistema não se conecta a nenhuma IA. Ele monta o pedido pronto, você copia, cola no Claude ou no Gemini que já usa, e traz a resposta de volta. Não há chave de API para configurar nem cobrança extra — e nada sai do sistema sem você colar.

  1. Confira o que vai sair. O painel mostra exatamente o texto que será copiado. Por padrão os nomes viram marcadores como [COLABORADOR], e voltam sozinhos ao aplicar.
  2. Copie e cole. O botão copia as instruções e o texto juntos. Cole numa conversa nova e envie.
  3. Traga a resposta. Cole a resposta completa no campo do passo 3 e escolha o que aplicar.

A resposta vem em três blocos: texto corrigido, resumo em tópicos e pontos de atenção — este último aponta trechos vagos ou que afirmam juízo sobre a pessoa em vez de fato observável, que é exatamente o que a seção 6 pede para evitar.

O resumo entra no e-mail de ciência. Uma vez gerado, ele aparece na ficha e é incluído automaticamente no e-mail do nível 2, como "Pontos da conversa".
A correção é sugestão, não decisão. Leia antes de aplicar: quem responde pelo registro é quem atendeu. E em atendimentos marcados como sensíveis ou de denúncia, o sistema pede uma confirmação extra — relatos de saúde, assédio ou apuração não deveriam ir para uma IA externa sem previsão expressa na política do colégio.

13. Painel e pendências

O número ao lado do nome é quantos atendimentos aquela pessoa já teve. Fica cinza no primeiro, âmbar a partir do segundo e vermelho a partir do quarto — serve para a reincidência saltar aos olhos sem precisar abrir a ficha. Ele conta apenas os registros que o seu perfil pode ver.

O bloco Últimos atendimentos mostra os dez mais recentes, do mais novo para o mais antigo. E dentro de cada atendimento, Histórico do colaborador lista os outros atendimentos da mesma pessoa — clique para ir direto a qualquer um.

O Painel mostra o que precisa de ação:

  • Ciência pendente — atendimentos que ainda não tiveram e-mail enviado ou assinatura colhida.
  • Encaminhamentos vencidos — combinados que passaram do prazo. Marque como feito abrindo o atendimento.
  • Prazo de guarda vencido — registros que passaram do período definido para a categoria e devem ser avaliados para exclusão.

O número vermelho na aba Atendimentos soma as ciências pendentes e os encaminhamentos vencidos. Quando ele some, não há nada em atraso.

Em Atendimentos → Exportar CSV você gera uma planilha com todos os registros, que abre direto no Excel.

14. Configurações, operadores e matriz de categorias

Na aba Configurações você ajusta — e consulta a auditoria de acesso:

  • Quem está usando este computador — o operador escolhido entra como responsável em todo atendimento criado nesta máquina. Dá para trocar também clicando no seu nome, no canto superior direito.
  • Operadores e perfis de acesso — a equipe que usa o sistema e o que cada um pode fazer.
  • Nome do colégio e e-mail do RH — aparecem nos documentos gerados.
  • Matriz de categorias — para cada tipo de atendimento: o nível de ciência, se exige testemunha, quantos anos guardar e se a versão do colaborador é obrigatória.
  • Limpar dados de teste — apaga os registros do treinamento para começar a valer.
  • Auditoria de acesso — quem abriu o quê, quando.

Auditoria de acesso

A trilha registra consulta, não só alteração: quem abriu a ficha de qual colaborador, quem gerou termo ou e-mail, quem exportou dados, quem entrou no sistema, além de toda criação, edição e exclusão. Consultas repetidas do mesmo registro pela mesma pessoa em menos de 10 minutos contam uma vez, para a trilha não virar ruído.

Dá para filtrar por operador, ação e período, e exportar tudo em CSV. Exporte e guarde a cada semestre: a trilha guarda os 10.000 registros mais recentes e começa a descartar os antigos depois disso — o sistema avisa quando estiver perto.

Para que serve na prática: se um colaborador perguntar quem teve acesso ao registro dele, ou se houver suspeita de consulta indevida, é aqui que se responde. É também o que demonstra diligência numa fiscalização.
A trilha é tão confiável quanto o operador declarado. Sem senha, ela registra quem estava selecionado na máquina, não uma identidade verificada — e alguém com o arquivo pode editá-la por fora. Serve como controle interno e evidência de diligência, não como prova inviolável.

Perfis de acesso

PerfilRegistraExcluiSensíveisConfigurações
Master✓✓✓✓
Gestor de RH✓✓✓—
Analista de RH✓—só os próprios—
Consulta——só os próprios—

A primeira pessoa a configurar o sistema vira Master automaticamente. Sempre precisa existir ao menos um Master ativo — o sistema não deixa remover o último.

Perfil aqui é convenção, não segurança. Não há senha: qualquer pessoa com o arquivo pode trocar o operador no cabeçalho e assumir outro perfil. Isso evita engano no uso diário — impedir acesso de verdade só com a permissão da pasta no OneDrive.

Limpar dados de teste

Depois de treinar a equipe, use Configurações → Apagar dados de teste para zerar a base. Você escolhe o que apagar (atendimentos, colaboradores, histórico) e precisa digitar APAGAR para liberar o botão. Colégio, operadores e matriz de categorias são preservados.

Não tem volta. Baixe o backup pelo botão da própria tela antes de confirmar. E não dá para apagar só os colaboradores mantendo os atendimentos — os registros ficariam sem a pessoa vinculada; o sistema bloqueia essa combinação.
A matriz precisa do aval do jurídico. Os prazos que vêm configurados partem da prescrição trabalhista de cinco anos e são sugestão, não definição. Alterar aqui muda o cálculo do expurgo apenas nos novos registros — os antigos mantêm a data já calculada.

15. Limites e cuidados

  • Não há senha. Quem abrir o arquivo vê tudo, e os perfis de acesso podem ser trocados por qualquer um no cabeçalho. Eles organizam o uso; a proteção real é a permissão da pasta no OneDrive — restrinja às pessoas autorizadas na política de atendimento.
  • O atendente é declarado, não autenticado. O histórico registra o nome informado em Configurações, não uma identidade verificada.
  • Duas pessoas editando ao mesmo tempo: o sistema detecta e bloqueia a gravação, oferecendo baixar uma cópia e recarregar — ninguém perde trabalho sem saber. A detecção depende de o OneDrive já ter sincronizado o arquivo; se a sincronização estiver atrasada, ainda pode surgir uma cópia em conflito. Combinem uma pessoa por vez.
  • Excluir um atendimento é definitivo. O histórico registra que houve exclusão, mas o conteúdo não volta.
  • O colaborador pode pedir cópia dos próprios dados, incluindo o registro do atendimento. Tenham um caminho definido para atender esse pedido.

16. Dúvidas frequentes

Preciso clicar em algum lugar para salvar?
Não. O sistema salva sozinho a cada alteração. Acompanhe pelo indicador no topo da tela.
Fechei sem querer. Perdi o que estava digitando?
O que já foi salvo está garantido. Um formulário aberto e não confirmado, não — por isso o sistema avisa antes de fechar com alterações pendentes.
O navegador está pedindo permissão do arquivo toda vez. É normal?
Sim. É uma proteção do navegador para arquivos do seu computador. Clique em "Reabrir e continuar".
Posso usar em duas máquinas?
Pode, desde que ambas apontem para o mesmo arquivo na pasta compartilhada. No modo "só neste navegador" cada máquina tem a sua base separada. Combine de usar uma pessoa por vez — veja a pergunta seguinte.
O que acontece se duas pessoas usarem ao mesmo tempo?
O sistema bloqueia a gravação em vez de apagar o trabalho do outro. Se alguém gravou depois que você abriu, aparece um aviso com a opção de baixar uma cópia do que você fez e recarregar a base. A cada 45 segundos ele também confere e avisa se a base mudou. Mesmo assim, o ideal é combinar quem registra o quê e recarregar a página ao sentar para trabalhar.
Posso usar no celular?
A tela se adapta, mas a gravação em arquivo e o ditado por voz funcionam melhor no computador. Para o uso diário, prefira o desktop.
Como faço para o gestor da área ver os atendimentos da equipe dele?
Cadastre-o como operador com perfil Consulta. Ele verá as telas em modo leitura, sem os atendimentos marcados como sensíveis de outras pessoas. Lembre que isso é convenção: quem tem o arquivo pode trocar de perfil.
Terminamos o treinamento. Como zero a base?
Configurações → Apagar dados de teste. Baixe o backup pelo botão da própria tela antes de confirmar.
Apaguei um colaborador por engano.
O sistema impede excluir quem tem atendimentos vinculados. Se realmente foi apagado, restaure o último backup.
Posso mudar as categorias?
Sim, em Configurações. Não é possível remover uma categoria que já esteja em uso por algum atendimento.
O que faço com um registro cujo prazo de guarda venceu?
Avalie com o jurídico e, se confirmado, exclua. A LGPD manda eliminar o dado quando a finalidade se esgota — guardar para sempre "por segurança" é o oposto de segurança.

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